Sean Bean é Lord Eddard Stark


Notícia relevante para quem tenha reparado que eu tive A Game of Thrones durante quase seis meses como livro A ler...* é o facto de estar em pleno andamento o projecto da HBO para adaptar a série de livros A Song of Ice and Fire para o pequeno ecrã, fazendo de cada livro uma temporada da série. O casting para o episódio piloto já vai avançado, mas só hoje me chamou verdadeiramente a atenção com o anúncio de Sean Bean como intérprete do protagonista Lord Eddard Stark. Sempre fui grande apreciadora deste actor e parece-me uma escolha muito interessante para interpretar Ned Stark, que certamente trará qualidade e maior visibilidade à série.

Agora é aguardar pela certamente cuidada produção da HBO, e esperar que o George Martin acabe de escrever a série de uma vez por todas...

* A verdade é que acabei por deixar o livro a cerca de dois terços do caminho. Estava a ficar farta de ver os meus personagens preferidos todos a morrer... Talvez regresse ao enredo um dia destes!

Olivia de Havilland

Não costumo mencionar este género de efemérides por aqui, mas ao ver hoje esta referência na IMDB não resisti. Olivia de Havilland, actriz de cinema imortalizada como Marian em As Aventuras de Robin dos Bosques e Melanie em E Tudo o Vento Levou, faz hoje 93 anos. E recomenda-se. Celebrizada por interpretar mulheres doces e cândidas, a verdade é que na vida real Olivia, sem nunca descer dos seus saltos, era uma força da natureza. Olivia e a sua irmã, a igualmente célebre actriz Joan Fontaine (que também ainda é viva), protagonizaram uma das mais duradouras brigas de Hollywood. As irmãs não se falam desde 1975!


Na era dourada de Hollywood, Olivia de Havilland foi a primeira pessoa a desafiar com sucesso os contratos de verdadeira escravatura a que os estúdios de cinema sujeitavam as suas grandes estrelas. Naquela época, os actores assinavam contratos de exclusividade com um estúdio por vários anos. O estúdio tinha controlo praticamente total sobre os filmes que interpretavam. E às vezes emprestavam-nos a outros estúdios como se de equipamento se tratasse. Se um actor recusava fazer certo filme, poderia ser colocado em "suspensão" e o tempo de "suspensão" não contava para a duração do contrato! Através deste sistema, um estúdio poderia manter um actor ou actriz contratualmente preso a si por tempo indeterminado. Depois de ter sido colocada em "suspensão" por desejar protagonizar outro género de filmes e não apenas os papéis de suave donzela que lhe apresentavam, Olivia de Havilland foi colocada em "suspensão" pela Warner Brothers. E ficou-se? Não! Processou o estúdio e foi a primeira a fazê-lo com sucesso, triunfando onde até a feroz Bette Davis falhou. Numa decisão proferida em 1944, o tribunal superior da Califórnia deu razão à actriz, declarando que nenhum contrato poderia ter duração superior a sete anos, e que o tempo de "suspensão" contava como tempo de contrato. Esta jurisprudência ficou conhecida como a Decisão De Havilland ou a Lei De Havilland. E vale até hoje. Esta decisão revolucionou a indústria do entretenimento na América de um modo que se pode comparar ao efeito da Lei Bosman no futebol, ditando o princípio do fim do studio system que governava Hollywood com mãos de ferro. E tudo porque esta admirável senhora teve a força de carácter para lutar pelos seus direitos.

Já agora: se por acaso têm a edição especial com 4 discos do filme E Tudo o Vento Levou, o documentário exclusivo Melanie Remembers: Reflections by Olivia de Havilland, filmado em 2004, é um dos melhores extras da caixa. Olivia mantém toda a boa disposição e excelente memória que quase nos fazem desejar ter uma avozinha assim. Bem haja!

Robots e porrada (ou porrada nos robots?)

A Sil foi ver o Transformers: Retaliação... e não ficou muito impressionada...

Le Roi est mort, vive le Roi

E depois do choque, a especulação. Fala-se em reacção fatal a uma injecção de analgésico. Fala-se em sobredosagem de medicamentos que Jackson estaria a tomar contra as dores, provocadas pelo esforço físico dos ensaios para a série de 50 concertos que iria dar na arena O2 em Londres, já a partir de Julho próximo. E no meio disto tudo talvez seja tristemente apropriado que apenas me venha à mente uma história infantil, daquelas tão cruéis na sua simplicidade. A história da menina dos sapatos vermelhos que dançou até morrer.

Entretanto, os mesmos media que construíram e destruíram Michael Jackson esquecem alegremente o seu papel nesta história, e fazem as suas reportagens e homenagens ao Rei da Pop. E num perverso fenómeno bem conhecido, as vendas dos seus álbuns dispararam imediatamente. Em baixo, extracto da tabela de vendas da Amazon.com, às duas da tarde de hoje:



Michael Jackson

Há poucos minutos as televisões anunciaram a morte súbita de Michael Jackson. Estou em verdadeiro estado de choque. E o circo mediático entrou na apoteose final. Debaixo das luzes da ribalta desde criança e sempre, sempre até ao fim, pelos melhores ou piores motivos. The show must go on.

Dirão o que disserem. Eu prefiro recordar Michael assim:

It's the end of the world as we know it

Marquem este dia como aquele em que se anunciou um final triste. O guionista Bryan Fuller deixou outra vez a produção da série Heroes. Fuller participou na primeira série, mas saiu para se dedicar ao seu projecto Pushing Daisies que entretanto foi cancelado. Após este cancelamento, Fuller voltou aos argumentos de Heroes a meio da terceira temporada, e o seu regresso foi considerado como um factor preponderante na recuperação da série no Volume 4: Fugitives.

Fuller participou activamente na pré-produção do Volume 5: Redemption, mas agora terá saído para desenvolver outros projectos na mesma produtora de Heroes, a cadeia de televisão NBC.

Raios e coriscos. Por este andar mais valia que o Peter tivesse mesmo rebentado com Nova York no final do Volume 1.

MTV, R.I.P.

Existiu outrora uma televisão que só passava música. E que um dia criou uma cerimónia de entrega de prémios de cinema, diferente de todas as outras, onde os vencedores eram escolhidos pelo público. Foram-se esses dias, para não mais voltar, perdidos entre reality shows e pseudo celebridades. Mas é isto que o público quer. É isto que o público escolhe. A MTV há muito que deixara de ser o que era. Depois de ontem, creio que nunca mais.

A autópsia do crime: lista de vencedores dos 2009 MTV Movie Awards

Revelação Feminina
Ashley Tisdale (High School Musical 3: Senior Year)

Revelação Masculina
Robert Pattinson (Twilight)

Melhor Luta
Cam Gigandet & Robert Pattinson (Twilight)

Melhor Actor
Zac Efron (High School Musical 3: Senior Year)

Melhor Actriz
Kristen Stewart (Twilight)

Melhor Beijo
Robert Pattinson & Kristen Stewart (Twilight)

Melhor Canção
The Climb por Miley Cyrus (Hannah Montana: The Movie)

Melhor Actuação de Comédia
Jim Carrey (Yes Man)

Prémio Carreira
Ben Stiller

Melhor Vilão
Heath Ledger (The Dark Knight)

Melhor Filme
Twilight

Sem demais comentários. Nada há que eu possa dizer, que adequadamente expresse como isto é deprimente.