Alcatraz


Acabou o Downton Abbey, acabou o Sherlock Holmes e até acabou o The Hour. Sinto o meu tempo suspeitamente livre. E apesar de ainda ter por ver os três últimos episódios do A Game of Thrones apetece-me uma série nova.

... e apesar de nunca ter seguido verdadeiramente o Lost, apetece-me ver isto. Porque: #1 Sam Neill! e #2 Hurley! e #3 Alcatraz! e #4 desaparecimentos misteriosos! (e sim, esta parte sua suspeitamente a The 4400 que é uma série pela qual eu não dou um tostão furado, mas tenhamos fé no JJ Abrams)

Voltamos a falar depois de eu espreitar um episódio ou dois.

«diacho, tropecei!»

Agora o capitão do Costa Concórdia jura que só foi parar a um dos primeiros salva-vidas evacuados do navio, porque tropeçou quando estava a ajudar um passageiro e caiu para dentro do dito salva-vidas.

Mas que maçada.

E para piorar as coisas, o segundo e terceiro oficiais do navio também tiveram o desaire de tropeçar para dentro do mesmo salva-vidas.

São coisas da vida. Eu pensava que a velha história do tropeção só era ouvida por médicos das Urgências, em explicação da localização suspeita de certos objectos estranhos no corpo do paciente - "sõdôtor, estava eu todo nu no duche com esta lanterna na mão quando escorreguei..." - mas afinal também funciona com objectos maiores. Tipo navios de cruzeiro encalhados.

vícios britânicos


Ah, esses ingleses e a sua mania de fazer televisão de elevadíssima qualidade! Desde Novembro que às segundas-feiras à noite não despego os olhos do FOX Life para ver a série Downton Abbey. A segunda série está quase a acabar. Será que a FOX Life também passa o Christmas Special?


Uma das minhas personagens preferidas é a impagável Violet, Condessa Viúva, interpretada pela grande Maggie Smith. E qual não é o meu espanto, quando outro dia uma amiga me disse que ela era mãe do Toby Stephens (que devem reconhecer do filme 007 - Die Another Day ou da mais recente adaptação televisiva de Jane Eyre (não confundir com o filme do Cary Fukunaga com a Mia Wasikowska e o Michael Fassbender). O que me motivou um imenso facepalm porque, francamente, eles são a cara um do outro. Como é que eu não sabia disto?


Hoje também estarei entretida com o visionamento do terceiro e último episódio da segunda série de Sherlock, a adaptação "moderna" das aventuras do mais famoso detective do mundo. Muito, mas muito bom.

razões pelas quais o meu coraçãozinho talvez não resista a 2012

Os Vingadores | 3 Maio 2012

Prometheus | 7 Junho 2012

The Dark Knight Rises | 2 Agosto 2012

The Hobbit: An Unexpected Journey | 14 Dezembro 2012

ande a ápi niu iére

Não há melhor maneira de começar o ano: há dois dias o meu portátil fritou. De forma completamente inesperada, começou a pendurar quando eu estava a tentar sincronizar o iPad com o iTunes. Desliguei os periféricos todos, fechei os programas e reiniciei. O tanas. Nunca mais voltou a iniciar. Ecrãs pretos. Procedimentos de recuperação que duraram a noite toda sem resultado visível. E no dia seguinte os senhores do apoio técnico disseram-me que o disco rígido foi à vida com toda a informação que tinha dentro.

O computador ainda vai para a loja que mo vendeu ser sujeito a mais uma tentativa de ressuscitação, mas...

Felizmente tenho uma certa mania de fazer backups e (i) toda a minha pasta iTunes Music, (ii) os meus vídeos, (iii) os documentos do escritório, e (iv) uma grande parte dos meus ficheiros relativos a fandoms vários, estão guardados em três discos externos. Ainda assim creio que posso ter perdido cerca de 20% do meu acervo total de dados, e isso irrita-me profundamente.

Aliás, irrita-me profundamente que um portátil LG com quatro anos (comprado em Janeiro de 2008) que nunca deu problemas, pura e simplesmente me morra nos braços de um minuto para o outro. Mas que diabos. O meu portátil antigo, um Compaq jurássico com oito ou nove anos, está em casa dos meus pais e ainda funciona, se bem que a velocidades pré-históricas.

Sô Gates, se o seu negócio das janelas (sim, porque ninguém me tira da cabeça que a culpa disto foi do Windows Vista) não atina, eu tenho de mudar definitivamente para a loja do Sô Jobs (paz à sua alminha).

oh meu Deus, ela está viva! fujam!...

Pois é! Quiçá aproveitando ser 2012 o Ano do Dragão no zodíaco chinês, resolvi limpar o pó ao estaminé e voltar às lides. Caso encontrem esta aberração este blog pela primeira vez, pequeno FAQ da Sil para os estimados leitores:

#1: Apesar do nome, este blog não tem nada a ver com aqueles senhores do Norte que jogam futebol e usam uns equipamentos azuis e brancos.

#2: Apesar do nome, este blog não tem nada a ver com o filme/livro The Girl With the Dragon Tattoo / Os Homens que Odeiam as Mulheres.

#3: Apesar do nome, este blog não tem nada a ver com o Dragonball Z.

#4: E então? Olhem, um dia acordei e deu-me para isto. Leiam a citação da Ursula K. LeGuin ali ao lado e percebem.

PS: é possível que isto ainda dê umas voltas esquisitas nos próximos dias, porque deu-meu outra vez para fazer um Querido, Mudei o Blog! que inclui reclassificar as tags de todas as seiscentas e tal entradas aqui do estaminé. Eu não sou nada masoquista, não.

Sean Bean é Lord Eddard Stark


Notícia relevante para quem tenha reparado que eu tive A Game of Thrones durante quase seis meses como livro A ler...* é o facto de estar em pleno andamento o projecto da HBO para adaptar a série de livros A Song of Ice and Fire para o pequeno ecrã, fazendo de cada livro uma temporada da série. O casting para o episódio piloto já vai avançado, mas só hoje me chamou verdadeiramente a atenção com o anúncio de Sean Bean como intérprete do protagonista Lord Eddard Stark. Sempre fui grande apreciadora deste actor e parece-me uma escolha muito interessante para interpretar Ned Stark, que certamente trará qualidade e maior visibilidade à série.

Agora é aguardar pela certamente cuidada produção da HBO, e esperar que o George Martin acabe de escrever a série de uma vez por todas...

* A verdade é que acabei por deixar o livro a cerca de dois terços do caminho. Estava a ficar farta de ver os meus personagens preferidos todos a morrer... Talvez regresse ao enredo um dia destes!

Olivia de Havilland

Não costumo mencionar este género de efemérides por aqui, mas ao ver hoje esta referência na IMDB não resisti. Olivia de Havilland, actriz de cinema imortalizada como Marian em As Aventuras de Robin dos Bosques e Melanie em E Tudo o Vento Levou, faz hoje 93 anos. E recomenda-se. Celebrizada por interpretar mulheres doces e cândidas, a verdade é que na vida real Olivia, sem nunca descer dos seus saltos, era uma força da natureza. Olivia e a sua irmã, a igualmente célebre actriz Joan Fontaine (que também ainda é viva), protagonizaram uma das mais duradouras brigas de Hollywood. As irmãs não se falam desde 1975!


Na era dourada de Hollywood, Olivia de Havilland foi a primeira pessoa a desafiar com sucesso os contratos de verdadeira escravatura a que os estúdios de cinema sujeitavam as suas grandes estrelas. Naquela época, os actores assinavam contratos de exclusividade com um estúdio por vários anos. O estúdio tinha controlo praticamente total sobre os filmes que interpretavam. E às vezes emprestavam-nos a outros estúdios como se de equipamento se tratasse. Se um actor recusava fazer certo filme, poderia ser colocado em "suspensão" e o tempo de "suspensão" não contava para a duração do contrato! Através deste sistema, um estúdio poderia manter um actor ou actriz contratualmente preso a si por tempo indeterminado. Depois de ter sido colocada em "suspensão" por desejar protagonizar outro género de filmes e não apenas os papéis de suave donzela que lhe apresentavam, Olivia de Havilland foi colocada em "suspensão" pela Warner Brothers. E ficou-se? Não! Processou o estúdio e foi a primeira a fazê-lo com sucesso, triunfando onde até a feroz Bette Davis falhou. Numa decisão proferida em 1944, o tribunal superior da Califórnia deu razão à actriz, declarando que nenhum contrato poderia ter duração superior a sete anos, e que o tempo de "suspensão" contava como tempo de contrato. Esta jurisprudência ficou conhecida como a Decisão De Havilland ou a Lei De Havilland. E vale até hoje. Esta decisão revolucionou a indústria do entretenimento na América de um modo que se pode comparar ao efeito da Lei Bosman no futebol, ditando o princípio do fim do studio system que governava Hollywood com mãos de ferro. E tudo porque esta admirável senhora teve a força de carácter para lutar pelos seus direitos.

Já agora: se por acaso têm a edição especial com 4 discos do filme E Tudo o Vento Levou, o documentário exclusivo Melanie Remembers: Reflections by Olivia de Havilland, filmado em 2004, é um dos melhores extras da caixa. Olivia mantém toda a boa disposição e excelente memória que quase nos fazem desejar ter uma avozinha assim. Bem haja!

Le Roi est mort, vive le Roi

E depois do choque, a especulação. Fala-se em reacção fatal a uma injecção de analgésico. Fala-se em sobredosagem de medicamentos que Jackson estaria a tomar contra as dores, provocadas pelo esforço físico dos ensaios para a série de 50 concertos que iria dar na arena O2 em Londres, já a partir de Julho próximo. E no meio disto tudo talvez seja tristemente apropriado que apenas me venha à mente uma história infantil, daquelas tão cruéis na sua simplicidade. A história da menina dos sapatos vermelhos que dançou até morrer.

Entretanto, os mesmos media que construíram e destruíram Michael Jackson esquecem alegremente o seu papel nesta história, e fazem as suas reportagens e homenagens ao Rei da Pop. E num perverso fenómeno bem conhecido, as vendas dos seus álbuns dispararam imediatamente. Em baixo, extracto da tabela de vendas da Amazon.com, às duas da tarde de hoje: